terça-feira, 30 de abril de 2013

O Estilete Assassino, Ken Follett - Opinião


Opinião:


Esta foi a minha primeira experiência (sem sentido bíblico) com Ken Follett.

Gostei da sua escrita. É rica, pormenorizada, descritiva e escorreita.
 É muito agradável seguir este enredo, com episódios de uma certa violência mas sempre apropriados e bem enquadrados, embora por vezes se tornasse um pouco previsível.

Dado que se trata de um romance com um contexto histórico talvez o próprio enquadramento limitasse as opções do autor quanto ao que poderia utilizar como argumentos enriquecedores do enredo.

As personagens são bem caracterizadas e são representativas de certos estereótipos que não surpreendem muito.

Existe um conjunto de felizes coincidências que conjugam as duas narrativas aparentemente independentes e que acabam por culminar num final trágico mas pouco surpreendente.

Se tomarmos a culinária como alternativa comparativa ou metafórica poderemos dizer que o Estilete Assassino é um cozido à portuguesa. Está cheio de coisas deliciosas e diferentes. Todos os ingredientes têm o sabor esperado e, juntos, transformam-se num repasto comestível.
Está bem preparado e cozinhado? Sim, está.
É o melhor cozido à portuguesa que já comi? Não, de todo.

Boas leituras a todos.

domingo, 28 de abril de 2013

Aquisições de Abril

Embora o mês não tenha ainda terminado já não faltam muitos dias para tal, e como o orçamento - puff!! - já se foi, posso desde já anunciar ao mundo os livros que foram adquiridos no mês das águas mil.

No que aos livros diz respeito, Abril foi um bom mês. Entre promoções, compras regulares e prendas de aniversário posso contar com dez novos amigos.

Aproveitando uns preços daqueles que gostamos e que a crise quase obriga, da Bertrand vieram:

Sinopse:
"Um violento surto de homicídios em série está a tumultuar o prestigiado Ariel College, em Cambridge. Os alunos vivem num clima de suspeição e terror desde que foi encontrado o corpo da primeira colega assassinada. Nenhum aluno está a salvo, e Mathew Denison, o psiquiatra forense que colabora com a polícia na tentativa de desmascarar o assassino, sabe-o melhor que ninguém. Para chegar à verdade, Denison explora o subconsciente de Olivia Corscadden, a aluna que guarda na sua mente a identidade do homicida. Um thriller psicológico magnético, onde o realismo e o suspense da investigação criminal atingem proporções quase insustentáveis."



Sinopse:
"Philip Marlowe conhece Terry Lennox numa altura em que este atravessa uma fase pouco positiva da sua vida. A amizade entre os dois vai-se aprofundando e o detective Marlowe decide ajudar o novo amigo… Uma noite Lennox aparece em casa do detective pedindo-lhe que o leve de carro ao aeroporto de Tijuana. Desconfiando do que poderá ter-se passado, Marlowe aceita recusando-se a saber os motivos da fuga. No regresso o detective é preso, acusado de cumplicidade no assassínio da mulher de Lennox. Ao fim de três dias é libertado. Lennox ter-se-ia suicidado, deixando uma carta em que confessa o assassinato da mulher. Mas o detective não acredita naquela versão dos factos e decide investigar o caso por conta própria, envolvendo-se em sórdidos segredos da fervilhante Califórnia dos anos 50. Um livro empolgante que levará o leitor a um desfecho surpreendente."



Sinopse:
"James Patterson é um dos grandes mestres da arte do thriller, e as suas obras tornam-se, invariavelmente, estrondosos bestsellers internacionais. Neste seu romance, somos invadidos por uma espécie de fascínio negro e sedutor que emana da protagonista, Nora Sinclair, uma autêntica femme fatale ao estilo dos anos 40, que deixa atrás de si um rasto sinistro de homens mortos em circunstâncias misteriosas. E quando John O’Hara, agente do FBI, se vê envolvido na investigação do caso, rapidamente cede ao magnetismo da sua beleza sensual e mortífera. Obcecado, rendido, deixa-se apanhar nas malhas daquela Viúva Negra insaciável, e acaba por desvendar toda a verdade… da pior maneira possível! A Noiva Assassina foi distinguido com o International Thriller of the Year 2005 pelo grupo Bertelsmann"



Sinopse:
"Considerado pelo jornal The New York Times «brutal e ao mesmo tempo credível», A Dália Negra, romance de 1987, vai subir ao grande ecrã, dia 21 de Setembro, com distribuição da Lusomundo. Realizado por Brian de Palma, conta nos papéis principais com a interpretação de Scarlett Johansson, Hilary Swank e Mia Kirshner. James Ellroy, um dos mais conceituados escritores americanos, obcecado pelo próprio homicídio da sua mãe, baseou-se num caso verídico para construir uma narrativa sobre dois polícias de Los Angeles que, na década de 40, se deparam com o horrível assassínio de Elizabeth Short, uma jovem aspirante a actriz cujo corpo apareceu mutilado e com sinais evidentes de tortura dias antes de ser encontrado. Apesar das intensas investigações, o caso da rapariga que utilizava uma dália negra no cabelo, nunca acabou por ser desvendado, passando a figurar na história da América como uma autêntica lenda."


No dia do livro, para aproveitar a promoção da Wook (que afinal é boa mas não tanto como inicialmente pensei - defeito meu, só pode) encomendei e já chegaram:

Sinopse:
"Em Não Sou Um Serial Killer, ficámos a conhecer John Wayne Cleaver, um rapaz bem-comportado, tímido, reservado (e obcecado com a morte, mais especificamente com homicídios), que salvou a sua cidade de um assassino ainda mais aterrador que os serial killers que estuda obsessivamente. 
No entanto, como rapidamente descobre, até os demónios têm amigos, e o desaparecimento daquele que John matou atraiu outro monstro ao condado de Clayton. As suas vítimas vão aparecendo na casa mortuária onde John trabalha, e ele tenta resolver o mistério, uma vez mais. Desta vez, contudo, há uma diferença: John já provou o sabor da morte, e a parte mais escura da sua personalidade pode descontrolar-se, com consequências imprevisíveis mas muito perigosas. 
Ninguém em Clayton estará seguro se John não conseguir derrotar estes dois adversários tremendos: o demónio desconhecido que tem de caçar, e o seu próprio demónio interior - a criatura sedenta de sangue a que ele chama «Senhor Monstro»…"




Sinopse:
"John Wayne Cleaver é um rapaz bem-comportado, tímido, reservado (e obcecado com a morte, mais especificamente com homicídios), que estuda obsessivamente serial killers e passa os tempos livres a trabalhar na casa funerária da família. A morte parece fazer parte indelével da sua vida; talvez por isso John tenha desenvolvido os poderes de dedução que lhe permitiram salvar a sua cidade do ataque de assassinos (literalmente) demoníacos.
Em Não Te Quero Matar, John Wayne Cleaver apercebe-se de que a única maneira de pôr fim a estes ataques é fazer frente aos demónios que mataram tantos dos seus amigos e vizinhos.
Para isso, vai ter de desafiar uma das criaturas mais perigosas com que já se deparou; e os demónios nunca fazem jogo limpo…
Um thriller sobrenatural irresistível, com um dos protagonistas mais inesquecíveis deste género."




Sinopse:
"David Gurney sentia-se quase invencível... até que esbarrou com o assassino mais inteligente que alguma vez teve de enfrentar.
Duas semanas é o prazo que Dave Gurney - inspetor de homicídios recém-reformado da Polícia de Nova Iorque e protagonista do primeiro romance de John Verdon, Pensa Num Número - se impõe para resolver um caso intrigante que lhe chega às mãos: uma jovem noiva é decapitada durante o copo-d'água, rodeada por centenas de convidados. Não há testemunhas, arma do crime ou qualquer pista do assassino. Um desafio ao qual é impossível resistir. Mas a que custo?
Todos os indícios apontam para o novo jardineiro, um homem misterioso e conturbado, mas nada se encaixa - nem o motivo, nem a ausência da arma do crime e, acima de tudo, o cruel modus operandi. Deixando de lado o óbvio, Gurney começa a ligar os pontos longe de imaginar que está prestes a travar uma batalha épica com o pior dos inimigos, um sádico implacável, que não hesitará em arrastá-lo para a beira do precipício e, pior... à sua mulher, Madeleine."



Como se já não bastassem estas maravilhas deliciosas, como prenda de aniversário tive direito a mais três:

Sinopse:
"Depois de treze anos de vida desregrada no Québec, Hugo, um contrabaixista de jazz, decide tirar um «ano sabático» e regressar a Lisboa, onde espera reencontrar o equilíbrio junto da família. Porém, logo numa das primeiras noites, assiste ao concerto de Luís Stockman - um pianista que se tornou recentemente famoso -, e a almejada paz transforma-se no pior dos pesadelos: Stockman toca um tema inédito que Hugo conhece bem demais, pois é o mesmo que vem escrevendo há anos na sua cabeça…
Quando o começam a confundir na rua com o pianista - e a própria mãe lança a dúvida sobre a sua identidade -, Hugo encetará uma busca obsessiva da verdade e do seu duplo, entrando num labirinto de memórias e contradições que o conduzirá a um destino muito mais funesto do que imaginara ao deixar Montreal. É nessa mesma cidade que Stockman desaparecerá, curiosamente, mais tarde, segundo nos conta o seu melhor amigo - o narrador deste romance - a quem cabe agora desmontar os acontecimentos, destrinçar fantasia e realidade e enfrentar as assustadoras e macabras coincidências que unem, como num espelho, a vida dos dois músicos."




Sinopse:
"Um agente secreto de Hitler, um assassino frio e profissional com o nome de código «Agulha», vê-se envolvido na manobra de diversão dos aliados que antecede o desembarque militar em França. Estamos em 1944, a semanas do Dia D.
O Estilete Assassino é um arrebatador bestseller internacional em que o destino da guerra assenta nas mãos de um espião, do seu adversário e de uma mulher corajosa."




Sinopse:
"Para se deslocar ao laboratório de um velho professor com fama de homem da Renascença do nosso tempo, um técnico informático apanha um elevador, lento ao ponto de uma pessoa não saber se está a subir ou a descer. À chegada, é recebido por uma jovem bonita e rechonchuda. O programador segue atrás da mulher vestida de cor-de-rosa por corredores que nunca mais acabam e por caminhos subterrâneos, aspirando profundamente a fragrância de melão que a nuca dela exala. No entanto, nem sequer ouve o rumor da respiração e é como se as palavras que lhe saem da boca chegassem aos seus ouvidos através de uma espessa parede de vidro. Às tantas, parece-lhe que a jovem de formas arredondadas terá dito qualquer coisa como «Marcel Proust». Marcel Proust? Bem-vindos ao impiedoso país das maravilhas. 
Numa pequena e fantasmagórica cidade, rodeada por uma muralha que a separa do resto do mundo, vivem seres humanos privados da sombra e dos sentimentos. Habituados desde há muito a conviver tranquilamente com a ausência de emoções, todos se mostram satisfeitos e em paz. Ninguém envelhece, ninguém morre. A que se deve tal proeza? Aparentemente, ao facto de não terem coração. Com efeito, as pessoas deixam de ter sombra mal passam a viver dentro das muralhas. A esta cidade nos confins do mundo chega um jovem de trinta e cinco anos, que tem por missão ler «os velhos sonhos» nos crânios dos unicórnios. Com a ajuda da bibliotecária, que revela um apetite prodigioso até dizer basta, o programador propõe-se recolher recordações e fragmentos de outras vidas, pertencente a uma outra possível dimensão."



Como tinha dito... um grande mês. :)

E vocês o que têm adquirido?
Como andam essas estantes?

Boas leituras a todos.

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Pensa num Número, John Verdon - Opinião



David Gurney é um famoso e reformado inspector da polícia de Nova Iorque que se retirou para Walnut Crossing, no Delaware, com o intuito de aí passar o resto dos seus dias num sereno ambiente familiar. Um dia recebe uma chamada de um colega da faculdade do qual não tinha notícias há 20 anos. Mark Mellery recebeu uma estranha e ameaçadora missiva de alguém que parece saber tudo sobre si, o seu passado e, até, os seus pensamentos. Este facto irá desencadear um todo um conjunto de mistérios e mortes que arrancarão David à sua reforma e o atirarão no rasto e também na mira de um serial killer.

Pensa num Número é a obra de estreia de John Verdon e é absolutamente excepcional. No fim de ler este livro fantástico e saber que se trata apenas do primeiro do autor fico com um excepcional mau feitio para com outras obras que li e muitas outras que lerei.

Se existe alguém que consegue escrever um livro tão bom e com tanta qualidade na sua estreia, então não devo mesmo passar paninhos quentes em quem não é capaz.

Parece-me que aquela coisa do 99% de transpiração e só 1% de inspiração é uma bela merda. Isto ou se sabe escrever ou então não se sabe... e este senhor é um escritor fabuloso.

O livro não só aborda com mestria a parte policial/thriller, como domina as questões dos relacionamentos humanos e as questões familiares, como também caracteriza excepcionalmente as personagens, como tem descrições ricas e abundantes, como ainda consegue ter tudo isto numa escrita correcta, apropriada, diversificada, enfim, do melhor.

Quem se detiver na questão "Ah e tal que é um policial" e por causa disso se coibir de ler esta preciosidade não sabe o que perde e nesse caso digo que quem não quiser ler este livro não merece mesmo lê-lo e espero que tenha diarreia durante duas semanas.

Qual detective seguirei o rasto deixado por John Vernon e estou certo de que nos voltaremos a encontrar.

Boas leituras.

sábado, 13 de abril de 2013

Não sou um Serial Killer, Dan Wells - Opinião


Opinião:
John Cleaver é um jovem de quinze anos muito especial. É um sociopata especialista e conhecedor de serial killers. Adora ler tudo o que encontra sobre estes, conhece a sua forma de pensar, o seu modo de agir, aquilo que os leva a matar uma vez, depois outra, e outra e outra e mais outra...
John vive assombrado com a circunstância de inúmeras coincidências na sua vida o ligarem a um sem número de assassinos em série. Esta situação é mais grave porque Cleaver sente que reune todos os pressupostos para se tornar num monstro, sente dentro de si a vontade de libertar essa fúria assassina sequiosa por sangue e, sobretudo, medo, mas de algum modo percebe que tal não é correcto e como tal criou uma série de rotinas que impedem que a escalada de violência se inicie. A sua obsessão por serial killers ajudam-no, curiosamente, a que não se torne num deles dado que quanto melhor os conhecer mais facilmente poderá evitar tornar-se num. Em teoria, pelo menos...

John proíbe-se de inúmeras coisas que sente vontade de fazer, tudo para evitar que o monstro que está dentro de si se liberte de forma irrevogável. Nunca matou mas sabe que se tal acontecesse não seria capaz de parar.
Uma das coisas que mais acalma Cleaver é ajudar a sua mãe e a sua tia no negócio de família: uma casa mortuária.
A páginas tantas, mortos começam a chegar em abundância brutalmente assassinados... e John Cleaver tem de saber o que se está a passar.

Não Sou um Serial Killer é um livro muito interessante. Gostei particularmente da descrição da luta interior que o nosso jovem sofre para não se tornar naquilo que parece ser.
John, servindo-se da sua adormecida condição, terá um papel activo no desvendar (e quem sabe em algo mais) da onda de mortos que assola a terreola onde vive.

Para mim a obra vale mais pela descrição e enriquecimento deste denso e maravilhoso personagem que voltaremos a encontrar do que propriamente pelo mistério de saber quem comete os assassínios.

Wells tem uma escrita que me agradou.
Penso que o segundo livro desta série será bastante melhor e estou muito ansioso por poder lê-lo.

Boas leituras.

terça-feira, 2 de abril de 2013

Pânico, Jeff Abbott - Opinião




Sinopse:
A vida corre bem a Evan Casher. Com 24 anos a sua carreira como realizador de documentários está em plena ascensão e a sua relação com a namorada Carrie não podia correr melhor. Depois de um telefonema urgente da mãe, Evan parte para Austin. Aí o inesperado acontece. Encontra a mãe brutalmente assassinada e escapa por pouco a uma tentativa de homicídio. Raptado do local do crime por um mercenário enigmático movido por razões desconhecidas, Evan vê-se confrontado com a dura realidade: toda a sua vida é uma mentira meticulosamente construída. A única esperança de sobrevivência de Evan é esconder a verdade sobre o passado da sua família…e confrontar uma organização criminosa poderosa e implacável capaz de tudo para manter os seus segredos bem enterrados. Com os assassinos da sua mãe cada vez mais perto e sem ninguém em quem confiar - nem a polícia, nem o pai, nem a namorada - embarca numa busca perigosa que o leva do Texas a Nova Orleães, Londres e Miami. Recheado de personagens inesquecíveis e de súbitas reviravoltas, Pânico é um thriller de fazer parar a respiração, sobre a determinação de um homem que quer reaver a sua vida roubada.



Opinião:
Pela primeira vez em muito tempo estou com bastante dificuldade em escrever uma opinião sobre um livro.
Sinto-me atado de pés e mãos mas gostaria muito de produzir a crítica neste momento embora com possibilidade de prejuízo na qualidade da mesma. Quando inicio um outro livro tenho mais dificuldade em opinar sobre o antecedente porque mergulho no novo e o resto "já era". A urgência em dar a opinião neste momento prende-se com o facto de que se agora, quando ainda não iniciei mais nenhum, já me é difícil, pior será depois. (e logo quero ler antes de ir dormir...)

Esta foi o meu primeiro contacto com a escrita de Abbott. A sinopse está muito bem conseguida e é clara q.b. Normalmente não gosto de utilizar sinopses como parte integrante da minha opinião mas neste caso abrirei uma excepção. A velocidade e intensidade do enredo não me permitem elaborar muito sobre as personagens pois incorreria no risco de revelar mais do que o necessário. No meu entender a acção faz os personagens e para versar sobre estes teria de dar a conhecer a tal.

Num ritmo alucinado Jeff relata-nos como Evan Casher, após encontrar morta a sua mãe, é embrenhado numa trama de proporções quase bíblicas. CIA, FBI, MI5, MI6, ramos secretos no interior destas organizações e até o KGB estarão, de alguma forma, no encalço deste realizador de documentários e restante família. Evan não pode confiar em ninguém e a sua vida está sempre presa por um fio.

No que diz respeito à escrita do autor devo dizer que a achei bastante interessante. O texto é directo, simples e pouco descritivo mas a vertiginosidade deste enredo é tal que, de facto, não haveria tempo a perder com minudências. Se alguém está a apontar uma arma à cabeça de outrem e se deseja fazer sentir "a cena", não me pareceria muito inteligente que o narrador se pusesse a discorrer sobre uma cagadela de mosca nos cortinados "marron". Abbot conseguiu fazer-me correr na leitura para ver se acompanhava a velocidade com que este a narrava e achei isso delicioso.

À medida que a acção vai decorrendo - e não posso explicar porquê - os personagens evoluem. Gostei desse facto. Normalmente prefiro personagens mordazes, inteligentes, com sentido de humor e um pouco cruéis. No início da narrativa o nosso herói era um pouco, como dizer, murcão (ler com sotaque do Norte) e fiquei bastante satisfeito que o gajo se fizesse homem e abrisse os olhos.

Outra das razões para a minha dificuldade em elaborar esta crítica deve-se à circunstância de estar cheio de sono. É que faltavam "poucas" páginas para o fim do livro e este género não quer saber dessas coisas, não é? Vai daí aqui o jovem foi dormir às tantas e agora está bêbedo de sono.

Resumindo e concluindo, adorei este thriller. É um excelente livro. Voltarei a este autor ainda este mês.
Recomendo sem reservas.

Boas leituras!