quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

O Pior Livro - Cem Anos de Solidão

Não percam a minha participação na rubrica O Pior Livro a convite do Iceman, titular do muy nobre e interessante blogue NLivros, que com regularidade sigo e sem reservas recomendo.

Como decerto já se aperceberam, o livro que menos gostei de ler foi Cem Anos de Solidão de Gabriel García Marquéz.

Sim eu sei... :)

Saibam porquê aqui http://nlivros.blogspot.pt/2013/02/o-pior-livro-cem-anos-de-solidao-de.html

Boas Leituras!

14 comentários:

teresa dias disse...

André Nuno, eu não acredito...
GGM tem romances fabulosos. Tenta outro, pf, e não deixes "cair" este excelente autor.
Bjs.

CMachado disse...

Olá Andre!!
Também não consegui ler CAdS não.
Traumatizou você entendo. (rsrs)
Mas pelo menos "Cronicas de uma Morte Anunciada" vc tem de dar uma chance.

Abç ae

André Nuno disse...

Teresa Dias e CMachado,
como comentei na opinião, sei que inúmeros leitores gostaram imenso desse livro e de vários outros do autor. Naturalmente que respeito quem acha a obra fenomenal.
Quanto a outros livros do GGM, como nunca li, não tenho críticas a fazer.
Para além de Crónicas de Uma Morte Anunciada tenho sido aconselhado a ler Memórias das Minhas Putas Tristes(acho que o título é esse) e outros. Acredito que um dia acabe por dar uma hipótese mais a GGM. Não me considero inflexível quanto a isso. Para já tenho uma listinha aí com uns 100 livros que quero mesmo ler... "Tantos livros e tão pouco tempo!" :)
Depois desses quem sabe? :)

Abç ae

Tiago M. Franco disse...

Parabéns pela frontalidade.
É curioso, se me pedissem para dizer o que mais gostei na obra, responderia: "a verdade te toda a história". A verdade de as guerras não obedecem a ideais, simplesmente existem guerras pela luta pelo poder. A verdade da ilusão humana que continua a acreditar que é possível "voar num tapete" e por isso todos dias é enganada, a verdade da corrupção, a verdade da América Latina, enfim a lista seria enorme...

André Nuno disse...

Caro Tiago,
como já referi várias vezes, dou todo o respeito a quem leu e amou CAdS. Essa premissa faz parte da opinião.

Não ousarei dizer que o meu caro amigo não tem razões para, no mesmo texto que senti estar a arrancar-me os olhos da cara, encontrar essas metáforas da guerra e representações da sociedade latino americana. Se o Tiago as vê no texto é porque lá estão e não afirmo sequer o oposto. Não denigro a qualidade do livro.
Como expliquei falei em termos de apreciação pessoal. E não, não gostei minimamente. Não tive qualquer prazer no texto.

Vamos substituir o CAdS por uma abóbora. A abóbora tem inúmeras propriedades que lhe são intrínsecas. A maioria das pessoas gosta imenso de abóbora. Um prato requintado, daqueles com estrelas Michelin, pode ser produzido com abóbora.
Eu odeio abóbora. Detesto o seu cheiro. O seu sabor dá-me vómitos, seja numa sopa ou num menu sofisticado.
A abóbora não é diminuída por eu não gostar dela.
Eu não sou diminuído por odiar abóbora.
A quem ama abóbora é indiferente seu eu gosto ou não.

Com CAdS deve-se passar exactamente o mesmo.
CAdS é o legume que muitos consideram divinal e eu odeio. :)

Não concordo com o Neruda a propósito do que disse ou escreveu sobre este romance. ;)
A minha esperança é que, ao menos isso, o Neruda não goste de abóbora. :)

Perdoe-me esta brincadeira e por favor volte.
Estou certo que há imensos "legumes" que nos agradam a ambos.

Um abraço.

Tiago M. Franco disse...


Caro Andre,

Nunca tive a intensão de lhe "arrancar os olhos da cara", mas se o comentário o ofendeu peço imensa desculpa.
No meu comentário anterior, dei-lhe os parabéns pela frontalidade, fi-lo de uma forma sincera.
Quanto a mim, uma das grandes vantagens dos blogs, é a facilidade com que trocamos opiniões, julgo que todos ganhamos com isso.
Também existem "grandes obras" de “grandes nomes” que não gostei e não vejo mal nenhum nisso.
Por exemplo, tive muita dificuldade em entrar no estilo de escrita de Lídia Jorge. Apesar dos grandes elogios da crítica, não consigo gostar dos livros de Mia Couto. O Quarto de Jack foi finalista do Man Booker Prize, pessoalmente acho um livro com muito pouca qualidade, mas acredito profundamente que os júris do Man Booker Prize percebam mais de literatura “num dedo que eu no corpo todo”.


André Nuno disse...

Tiago,
peça imensa desculpa por não me ter explicado da forma mais clara. Não pretendi afirmar que o Tiago me estava a arrancar os olhos da cara mas sim o texto do Cem Anos de Solidão. Não me senti minimamente beliscado com a sua opinião. Pelo contrário, encarei-a como um agradável abordagem de quem encontrou algo de profundo e belo numa obra onde eu não o consegui fazer.
Fiquei satisfeito por aqui ter decido comentar, não tive qualquer outro sentimento.

E sim, estamos de acordo quanto à vantagem dos blogues.
E sim, estamos de acordo quanto à escrita do Mia Couto e da Lídia Jorge, escritores de quem li uma obra e chegou.

Já quanto à supremacia da análise dos juízes... não deixam de ser apenas, de alguma forma, leitores que partilham opinião sobre o que lêem. A diferença principal entre eles e nós, os bloguers, é que eles recebem dinheiro para o fazer e os seus critérios de avaliação por vezes parecem, ao mais comum dos mortais, um pouco ambíguos. Nós fazêmo-lo por paixão e os nossos critérios são, por isso, de índole mais simples e talvez por isso mais franca e verdadeira.

Espero ter esclarecido que, verdadeiramente, apreciei o seu comentário, Tiago.

Um abraço.

teresa dias disse...

... gosto mesmo de ler comentários interessantes e inteligentes... gosto mesmo.
Um aplauso para os dois.
Bjs.

André Nuno disse...

Teresa,
obrigado pelas simpáticas palavras.
Só espero que de facto o Tiago não tenha ficado com a ideia errada acerca do meu comentário.
Bjs!

Iceman disse...

Comentários muito interessantes.
Sobretudo a analogia da abóbora em que concordo plenamente.

André Nuno disse...

Grande Iceman,
obrigado. Penso que esta tua iniciativa é muito interessante. Estou feliz por ter aceitado o teu convite, embora, como previa, tendo causado alguma perplexidade com a escolha desta obra.
Abraço!

Tiago M. Franco disse...


Olá Nuno,

Peço desculpa pelo tempo que demorei a responder. Nem sempre conseguimos ser tão rápidos quanto desejamos.
Acho que todos ficamos a ganhar com a troca de opiniões. Muitas vezes, é através dos olhos de outras pessoas que nós apercebemos das maravilhas/tragedias das coisas.
Sobre Lídia Jorge quero voltar a ler outro livro dela. Não consegui entrar no estilo da escritora, mas no fundo gostei do que li. É um pouco estranho, mas foi o que se passou. Relativamente a Mia Couto, talvez volte um dia, daqui a muitos anos.

Maura disse...

Eu também detestei esse livro,e sinceramente já estava me sentindo um extraterrestre por isso.

Daniela Rod disse...

Oh! Deus é Grande! Não vou mais pular da Ponte JK , a fim de dar cabo ao meu sofrimento.
Ficava angustiada por não poder compartilhar sequer meu sofrimento em relação ao meu profundo desgosto por Cem Anos de Solidão. Não estou só!!!