segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013

Abraço, José Luis Peixoto




Sinopse:
A infância, o Alentejo, o amor, a escrita, a leitura, as viagens, as tatuagens, a vida. Através de uma imensa diversidade de temas e registos, José Luís Peixoto escreve sobre si próprio com invulgar desassombro. Esse intimismo, rente à pele, nunca se esquece do leitor, abraçando-o, levando-o por um caminho que passa pela ternura mais pungente, pelo sorriso franco e por aquela sabedoria que se alcança com o tempo e a reflexão. Este é um livro de milagre e de lucidez. Para muitos, a confirmação. Para outros, o acesso ao mundo de um dos autores portugueses mais marcantes das últimas décadas.


Opinião:
Este livro apresenta uma resenha de textos escritos pelo autor durante dez anos, entre 2001 e 2011.
Trata-se, pois, de um registo reflexivo e intimista. Estamos perante histórias que nos fazem pensar, sorrir, e, nas palavras escritas por JLP, reviver algumas das nossas próprias recordações.
É evidente que nem todos os textos têm a profundidade e até o interesse de outros mas da diversidade de temáticas podemos aproveitar para ler várias páginas de enfiada sem que o registo que navega por todo o livro nos canse.
José Luis Peixoto dá muito de si nesta obra. Sentimo-nos muitas vezes em comunhão de pensamentos e sensações com o autor, como se fôssemos seus amigos de longa data e com ele estivéssemos à lareira com uma bebida a ouvir tudo o que tem para nos contar.

A escolha do título é, para mim, muito boa.
Trata-se de facto de um aprazível, íntimo e apertado abraço.
Gostei bastante.

Algumas frases que me ficaram:
"A ingenuidade faz o sangue circular com mais fluidez do que o cinismo. A ingenuidade desconhece o colesterol. O cinismo é hipertenso."

"Se há uma coisa que tenho aprendido com os bichos-da-seda é que o ódio não faz falta neste mundo."

"Às vezes esqueço-me de que posso morrer todos os dias."

9 comentários:

Cristina Torrão disse...

José Luís Peixto é um autor que me interessa, mas que ainda não li. Esta opinião encorajou-me ainda mais a fazê-lo ;)

André Nuno disse...

Cristina,
eu gostei bastante da sua escrita e deste livro. Considero que é um escritor muito interessante. De momento tenho vários livros em lista de espera para ler e tenho já imaginada a próxima remessa que comprarei. Destes lotes não faz parte nenhum livro do JLP mas é um autor ao qual desejo voltar.
Já agora uma questão, habitualmente compro os meus livros na Wook. A oferta é habitualmente diversificada mas não encontro lá os livros da Cristina... Gostaria de ler um deles, talvez o do D. Dinis porque é um Rei que admiro bastante. Tem alguma sugestão sobre onde o adquirir?
Obrigado.
:)

Cristina Torrão disse...

Experimente na Poética:

http://poetica-livros.com/loja/index.php?route=product/product&path=104_103&product_id=229

;)

André Nuno disse...

Perfeito. Obrigado!
;)

Joana disse...

gostava de ler este livro de José Luís Peixoto. já ouvi criticas muito boas acerca desta obra.

André Nuno disse...

Olá Joana,
obrigado pela visita e boa sorte com o teu novo blogue. Se me permites uma sugestão, procura colocar a aplicação que permite aos teus leitores seguirem o teu blogue. Dessa forma fidelizas os leitores e permites a quem te segue receber as tuas actualizações e ler as tuas opiniões de forma mais assídua.
Sobre este livro de facto gostei e considero-o um bom livro, como se pode ler na opinião. É um conjunto de histórias independente, e parece-me importante que quem parte para a sua leitura o saiba de início para que não tenha espectativas erradas quanto ao que irá encontrar.
Boas leituras, Joana!
:)

Joana disse...

Olá André.
Penso que já consegui colocar a aplicação dos seguidores.
Obrigada pela visita. (:
Boas leituras!

Paula disse...

Ainda não li este livro na totalidade, porque permite-nos abrir e ler pois é constituido por pequenos textos. O facto é que de uns gostei muito de outros gostei menos :)
Tenho de retomar o autor, tenho alguns livros dele por ler.
;)

André Nuno disse...

Paula,
concordo que alguns textos são bem melhores do que outros.
Este é um livro que se pode ler aos poucos porque não existe um fio condutor que se perca. Os pequenos textos independentes são, nesse aspecto óptimos. Penso ainda que, apesar de não ser um texto contínuo, podemos lê-lo de seguida, como o fiz, sem se tornar enfadonho, pelo menos na minha opinião. JLP tem, pelo menos nesta obra, uma escrita muito intimista. Senti-me como se estivesse numa longa conversa com o autor e apreciei essa cumplicidade.
Sem dúvida um autor a revisitar.
:)