sábado, 12 de janeiro de 2013

O Caderno de Maya



Este foi o meu primeiro contacto com a escrita de Isabel Allende. Escolhi este livro um pouco por acaso, numa tarde de compras em que a capa me chamou a atenção e a sinopse me agradou. No meio dos brócolos e do pão de forma Pingo Doce lá veio este caderno.

A obra trata da vida de Maya, uma jovem problemática que se perde nos caminhos da vida. É obrigada a fugir para nenhures. E nessa terreola chilena para onde se vê obrigada a fugir descobre-se, purga-se, cresce e amadurece num curto espaço de tempo.
Deste fim do mundo é-nos relatado o percurso que até ali trouxe a jovem. A história dos seus avós, que praticamente a criaram, do seu ausente pai, da mulher que a pôs neste mundo sem nunca verdadeiramente ter desempenhado o papel de mãe, do homem que a acolhe no seu desterro. Enquadrando o que fez com que Maya se perdesse na vida, Allende relata-nos quão profunda e quase irrecuperável foi essa perda.
No meio de tudo isto, não falta, inexoravelmente, a História do próprio Chile e a perspectiva de como esta afectou a vida dos chilenos no geral e daqueles que fazem parte deste romance em particular.

Gostei bastante da leitura d'O Caderno de Maya e não descarto a hipótese de revisitar Allende e o Chile um dia destes.

Se quiserem podem encontrar aqui a sinopse e algo sobre Allende.

Sem comentários: