terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Herança, Christopher Paolini - Opinião


Sinopse:


Há pouco tempo atrás, Eragon - Aniquilador de Espectros, Cavaleiro de Dragão - não era mais que um pobre rapaz fazendeiro, e o seu dragão, Safira, era apenas uma pedra azul na floresta. Agora o destino de toda uma sociedade pesa sobre os seus ombros.
Longos meses de treinos e batalhas trouxeram esperança e vitórias, bem como perdas de partir o coração. Ainda assim, a derradeira batalha aguarda-os, onde terão de confrontar Galbatorix. E, quando o fizerem, têm de ser suficientemente fortes para o derrotar. São os únicos que o podem conseguir. Não existem segundas tentativas.
O Cavaleiro e o seu Dragão chegaram até onde ninguém acreditava ser possível. Mas serão capazes de vencer o rei tirano e restaurar a justiça em Alagaësia? Se sim, a que custo?
Este é o final da Saga da Herança, muito aguardado em todo o mundo por uma legião de fãs ansiosos.


Opinião:

Herança é o último livro de uma fantástica saga que Christopher Paolini escreveu durante 12 anos. Tal como se anunciava pela evolução visível ao longo dos volumes já editados, este que acabei de ler já hoje, às 02:30h, foi o melhor escrito, o mais rico a nível de técnica, quer da narração, dos seus tempos e ritmos, quer da manutenção do suspense e do interesse do leitor.
Ao longo das 2984 pág. da saga, o autor caracteriza diversas personagens das mais variadas raças. Todas têm o seu papel, o seu objectivo e Paolini não deixa nenhuma ponta solta, unindo brilhantemente todas elas num final que havia sido anunciado ainda no primeiro volume mas imperceptível se não lêssemos os quatro livros.

A história é brilhante, rica e bem contada.

No final do livro o escritor dirige-se, como habitualmente, aos leitores e afirma que "a perspectiva de abandonar Eragon, Saphira, Arya, Nasuada, Roran e avançar para novas personagens e novas histórias... parece assustadora."
Linhas depois considera a hipótese de voltar a Alagaësia.

Gostaria muito que o fizesse.

Não sou um grande apreciador do fantástico. Comprei os dois primeiros livros quase por acaso e ficaram na estante durante anos, até que chegasse a altura, qual ovo de dragão que eclode apenas quando encontra o seu cavaleiro.
Tal como a relação entre esses seres é forte e arrebatadora assim é a paixão que nasceu por estes personagens e por esta história. Como qualquer paixão após o seu final a sensação de perda existe, forte, embora a saibamos efémera.

17/20 valores.

Boas leituras a todos.

6 comentários:

Paula disse...

Então a saga termina em grande. Isto é bom. Como te disse no facebook: com este comentário quase que me convences :P
Ainda se fosse uma saga pequenita... é que para além de não me agradar de todo o fantástico ainda são duas mil e tal páginas :P daí que penso não arriscar... :P
Gostei muito do comentário!
Abraço

André Nuno disse...

Paula,
o primeiro livro são só 560 pág. e a letra tem o dobro do tamanho do último. :) Estou a brincar. Compreendo perfeitamente o que dizes. Encontro opiniões interessantíssimas sobre livros que nunca irei ler porque o género não se enquadra comigo.
Obrigado pelas tuas palavras.

Irei hoje iniciar A Conspiração dos Antepassados do David Soares.
Pensei em ler o Sentido do Fim , do J.Barnes mas desfolhei "A Conspiração" e acho que já não o consigo largar. (O Fernando Pessoa é um personagem....)
Um abraço, boa semana e boas leituras!

Carla M. Soares disse...

E eu, que gosto do fantástico e de high-fantasy (esta é high-fantasy), e já escrevi alguma, deixei a saga ao fim do segundo livro. Não sei porquê, comecei a cansar-me. Tenho cá o terceiro e tudo... devo estar à espera que do meu ovo de dragão.

André Nuno disse...

Carla,
nem sabia que existia essa diferenciação entre fantástico e high-fantasy. :)
Quem sabe um dia Brisingr eclodirá nas tuas mãos...
Obrigado.

Carla M. Soares disse...

trabalhei intensivamente o fantástico e o gótico no mestrado, que foi sobre os ecos do Gótico literário em Tim Burton (Edward Scissorhands, Sleepyhollow e Big Fish) e continuo a trabalhá-lo no doutoramento, que vai ser sobre o fantástico na pintura feminina portuguesa contemporânea... sou de literatura, mas não devo ser boa da tola, porque fui meter-me na História da Arte. Fica descansado, já acabei o primeiro ano curricular e correu-me que foi uma maravilha! Fiz 8 (OITO!!) seminários!
Enfim, sei um bocado sobre o tema, embora menos do que gostaria. Diferença básica: na high fantasy cria-se um mundo, com regras plausiveis, mas inexistente, como no Senhor dos Aneis, etc; no fantástico, há uma ruptura no mundo real através do qual o fantástico surge... por exemplo, A Metamorfose, de Kafka, e uma boa parte dos romances de fantasmas. Simples, não é?
(ena, que grande comentário!)

André Nuno disse...

Carla,
desculpa a demora da resposta.
Não me parece nada simples! ;)

Isso é um percurso académico "fantástico", lol!

(Ou será high fantasy??)

Se calhar não percebi nada... ehehehe