Sinopse:
Há pouco tempo atrás, Eragon - Aniquilador de Espectros, Cavaleiro de Dragão - não era mais que um pobre rapaz fazendeiro, e o seu dragão, Safira, era apenas uma pedra azul na floresta. Agora o destino de toda uma sociedade pesa sobre os seus ombros.
Longos meses de treinos e batalhas trouxeram esperança e vitórias, bem como perdas de partir o coração. Ainda assim, a derradeira batalha aguarda-os, onde terão de confrontar Galbatorix. E, quando o fizerem, têm de ser suficientemente fortes para o derrotar. São os únicos que o podem conseguir. Não existem segundas tentativas.
O Cavaleiro e o seu Dragão chegaram até onde ninguém acreditava ser possível. Mas serão capazes de vencer o rei tirano e restaurar a justiça em Alagaësia? Se sim, a que custo?
Este é o final da Saga da Herança, muito aguardado em todo o mundo por uma legião de fãs ansiosos.
Opinião:
Ao longo das 2984 pág. da saga, o autor caracteriza diversas personagens das mais variadas raças. Todas têm o seu papel, o seu objectivo e Paolini não deixa nenhuma ponta solta, unindo brilhantemente todas elas num final que havia sido anunciado ainda no primeiro volume mas imperceptível se não lêssemos os quatro livros.
A história é brilhante, rica e bem contada.
No final do livro o escritor dirige-se, como habitualmente, aos leitores e afirma que "a perspectiva de abandonar Eragon, Saphira, Arya, Nasuada, Roran e avançar para novas personagens e novas histórias... parece assustadora."
Linhas depois considera a hipótese de voltar a Alagaësia.
Gostaria muito que o fizesse.
Não sou um grande apreciador do fantástico. Comprei os dois primeiros livros quase por acaso e ficaram na estante durante anos, até que chegasse a altura, qual ovo de dragão que eclode apenas quando encontra o seu cavaleiro.
Tal como a relação entre esses seres é forte e arrebatadora assim é a paixão que nasceu por estes personagens e por esta história. Como qualquer paixão após o seu final a sensação de perda existe, forte, embora a saibamos efémera.
17/20 valores.
Boas leituras a todos.

6 comentários:
Então a saga termina em grande. Isto é bom. Como te disse no facebook: com este comentário quase que me convences :P
Ainda se fosse uma saga pequenita... é que para além de não me agradar de todo o fantástico ainda são duas mil e tal páginas :P daí que penso não arriscar... :P
Gostei muito do comentário!
Abraço
Paula,
o primeiro livro são só 560 pág. e a letra tem o dobro do tamanho do último. :) Estou a brincar. Compreendo perfeitamente o que dizes. Encontro opiniões interessantíssimas sobre livros que nunca irei ler porque o género não se enquadra comigo.
Obrigado pelas tuas palavras.
Irei hoje iniciar A Conspiração dos Antepassados do David Soares.
Pensei em ler o Sentido do Fim , do J.Barnes mas desfolhei "A Conspiração" e acho que já não o consigo largar. (O Fernando Pessoa é um personagem....)
Um abraço, boa semana e boas leituras!
E eu, que gosto do fantástico e de high-fantasy (esta é high-fantasy), e já escrevi alguma, deixei a saga ao fim do segundo livro. Não sei porquê, comecei a cansar-me. Tenho cá o terceiro e tudo... devo estar à espera que do meu ovo de dragão.
Carla,
nem sabia que existia essa diferenciação entre fantástico e high-fantasy. :)
Quem sabe um dia Brisingr eclodirá nas tuas mãos...
Obrigado.
trabalhei intensivamente o fantástico e o gótico no mestrado, que foi sobre os ecos do Gótico literário em Tim Burton (Edward Scissorhands, Sleepyhollow e Big Fish) e continuo a trabalhá-lo no doutoramento, que vai ser sobre o fantástico na pintura feminina portuguesa contemporânea... sou de literatura, mas não devo ser boa da tola, porque fui meter-me na História da Arte. Fica descansado, já acabei o primeiro ano curricular e correu-me que foi uma maravilha! Fiz 8 (OITO!!) seminários!
Enfim, sei um bocado sobre o tema, embora menos do que gostaria. Diferença básica: na high fantasy cria-se um mundo, com regras plausiveis, mas inexistente, como no Senhor dos Aneis, etc; no fantástico, há uma ruptura no mundo real através do qual o fantástico surge... por exemplo, A Metamorfose, de Kafka, e uma boa parte dos romances de fantasmas. Simples, não é?
(ena, que grande comentário!)
Carla,
desculpa a demora da resposta.
Não me parece nada simples! ;)
Isso é um percurso académico "fantástico", lol!
(Ou será high fantasy??)
Se calhar não percebi nada... ehehehe
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