quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

O Último Segredo


Sinopse:

Uma paleógrafa é brutalmente assassinada na Biblioteca Vaticana quando consultava um dos mais antigos manuscritos da Bíblia, o Codex Vaticanus. A polícia italiana convoca o célebre historiador e criptanalista português, Tomás Noronha, e mostra-lhe uma estranha mensagem deixada pelo assassino ao lado do cadáver. 

A inspectora encarregada do caso é Valentina Ferro, uma beldade italiana que convence Tomás a ajuda-la no inquérito. Mas a sucessão de homicídios semelhantes noutros pontos do globo leva os dois investigadores a suspeitarem de que as vítimas estariam envolvidas em algo que as transcendia. 

Na busca da solução para os crimes, Tomás e Valentina põem-se no trilho dos enigmas da Bíblia, uma demanda que os conduzirá à Terra Santa e os colocará diante do último segredo do Novo Testamento. A verdadeira identidade de Cristo. 

Baseando-se em informações históricas genuínas, José Rodrigues dos Santos confirma-se nesta obra excepcional como o grande mestre do mistério. Mais do que um notável romance, O Último Segredo desvenda-nos a chave do mais desconcertante enigma das Escrituras.

Opinião:

O mais recente livro de José Rodrigues dos Santos baseia-se na análise histórica do Novo Testamento seguindo as peripécias do já conhecido historiador Tomás Noronha que é chamado a participar na resolução do assassinato de uma sua colega. A acção desenrola-se depois a partir daí viajando pela Europa e acabando num outro ponto do globo que agora não interessa nada... Não revelo mais para não retirar a piada a quem quiser ler.

O tema da obra é interessante. Desmistifica uma data de aspectos do Novo Testamento à luz da História e da lógica, muitas vezes obliterando a Sagrada Escritura. Quem for mais sensível de fé e nunca a tiver questionado ou pensado por si, poderá ficar atónito com algumas passagens do livro, embora acredite que o autor não procura ser ofensivo para com a crença dos leitores, aliás isso mesmo reitera no final, primeiro pela boca do personagem e depois de viva voz. 
O seu objectivo confesso é proporcionar uma visão alternativa sustentada em conhecimentos palpáveis.
Já conhecia muito do que li através de outros textos, sempre me interessei por este assunto, de modo que não fiquei surpreendido.
Aconselho, todavia, que se encare este livro com a mente aberta. Não se lhe dê toda a credibilidade mas tão pouco se lha retire.
O caminho do meio acaba por ser sempre o mais virtuoso.

No enredo em si é que se encontra, para mim, o problema deste livro.
As aventuras de Tomás Noronha são normalmente uma história extremamente empolgante, carregada de mistério e suspense em que temos o bónus de ir descobrindo coisas fantásticas de temas acerca dos quais pouco sabemos.São páginas que voam, linhas que se saltam à frente porque queremos saber o que acontece!
Nesta obra o suspense é fraquinho e, lamento dizê-lo, por vezes demasiado previsível.

A opinião que em mim prevalece, correndo o risco de estar absolutamente equivocado, é que José Rodrigues dos Santos queria muito escrever sobre o que descobriu relativamente ao Novo Testamento. Esse seria o seu principal desiderato. O facto de contar uma história enquanto escreve sobre História acaba por tomar um papel secundário.
É precisamente aqui reside a questão. Muito cedo se inicia a "debitar" revelações bombásticas e parece que a acção se desenvolve apenas no sentido de permitir ao autor mais revelações fazer, perdendo-se assim grande parte da atenção com os personagens que, se tivesse que os catalogar diria que todos são secundários. Até o Tomás.
A aparente ânsia em falar sobre um tema penalizou a atenção a tudo o resto, resultando naquilo que até aqui expus.
Na parte final do livro, tendo o autor já mandado cá para fora tudo o que lhe merecia dizer sobre o Novo Testamento, dedica-se um pouca mais à trama.

Não posso deixar de sublinhar que toda e qualquer opinião que neste espaço apresente se trata da minha visão muito pessoal dos livros que leio.
Poderão, será até expectável que assim suceda, discordar profundamente de mim.
Cada um vê o mundo de forma diferente consoante os seus olhos.
Isso não retira mérito aos olhos, muito menos ao mundo.

A minha nota para este livro seria 13 valores em 20 possíveis.
Mereceria mais pelo interesse da investigação.
Merecia menos pela acção.

Agora digam lá de vossa justiça...
;)

25 comentários:

Paula disse...

Parece interessante, no entanto fico sempre a pensar que JRS utiliza o "método" Dan Brown e isso desmotiva-me. Acho que não estou errada. Cheguei a pegar numa obra do autor e contactei esse facto.
De JRS quero muito ler "A Filha do Capitão" mas continua na prateleira...
:P

Arame Farpado disse...

Paula,
o que queres dizer com "método" Dan Brown?
A que te referes?

Paula disse...

Toda a estrutura da história. Não achas?

Arame Farpado disse...

Sim, claro. Não sabia se estarias a falar de uma qualquer outra estratégia que me estivesse a ultrapassar.
JRS, de facto, tem uma escrita muito ao estilo de Dan Brown, mas só em alguns livros. Não só na estrutura das obras como nas temáticas pseudo-bombásticas que escolhe.
Apesar disso confesso que gosto de os ler (sim, ao Dan Brown também), pela forma como criam suspense, como contam duas histórias separadas que todos sabemos que se irão juntar mas desconhecemos em que ponto.
O que senti falta neste livro foi essa capacidade de me prender a atenção pelo desenrolar da acção. Nesse aspcto devo dizer-te que o Dan teria feito melhor trabalho...
Como disse pareceu-me apenas um: "Ok, tenho aqui esta polémica para mandar para a rua, vamos lá escrever uma história para acompanhar e servir"
Mas nem todos os livros do José Rodrigues dos Santos são assim, nota, nem como este nem ao estilo do Dan Brown. Aliás esse que tens sei que é diferente, embora nunca o tenha lido.
"A vida num sopro" e "Um anjo branco" acredito que pudesses gostar também, dado que não têm muito a ver com o lado mais "brownesco" do JRS.
Abraço! ;P

Cristina Torrão disse...

Apesar de não ter lido o livro, esta opinião, pelos argumentos que apresenta, parece-me muito lúcida. Tive a mesma sensação, ao ler o Codex 632, de que não gostei, precisamente por me dar a impressão de que JRS terá querido falar do tema (Colombo português?) e engendrou um romance que nem sempre é verosímil.
A Filha do Capitão é diferente, também penso que será mais ao gosto da Paula.

Arame Farpado disse...

Cristina,
quanta honra tenho em recebê-la. :)
Como já referi gosto de ler o JRS. E devo dizer que gostei de ler o Codex632, que foi o primeiro livro que li desse autor. Quando o fiz era mais novo, mas sobretudo bem mais crédulo, do que sou hoje. Com a credulidade natural de um jovem adulto ainda à procura de respostas para a própria vida e um menor nível de conhecimento não pude levantar quaisquer obstáculos quanto ao que ia lendo nas palavras de JRS e por isso motivo bebi-as integralmente. Ainda para mais nunca tinha ouvido nenhuma consideração sobre aquela possibilidade e fiquei deveras excitado!
Mas volto ao que me parece ser a principal falha, na minha muito modesta opinião, reitero, neste Último Segredo: não empolga.
Acredito ainda que se voltasse a ler o Codex 632 nesta altura não lhe achasse tanta piada, confesso que já não me recordo muito bem de nada a não ser o tema e que deverá contar com o Tomás Noronha, embora não possa dizer que tenho a certeza, o que significa que o livro pouco me marcou.
Este tipo de obras são sempre leituras demasiado definitivas, parece-me... Reler o Último Segredo ou a maioria do títulos de JRS... está fora de questão.
Essa honra só a concedi a meia dúzia (mesmo) de obras.
Tem que ser um livro muito especial para que o consiga ler mais do que uma vez.
Bem, perdi-me um bocadinho... ;)
Não pense que me esqueci do que lhe disse quanto a ler as suas obras...
Obrigado pela visita!
Cumps.:P

tonsdeazul disse...

Pois para mim, Dan Brown e José Rodrigues dos Santos estão no mesmo pacote. Ou seja, já não os consigo ler. Do JRS então só não li estes dois últimos que saíram e por isso fiquei tão cheia das suas aventuras que sei que não o pegarei tão cedo... ;)

Arame Farpado disse...

Tons de Azul,
compreendo perfeitamente o que queres dizer.
Admito até que esse dia também para mim chegue. No caso de JRS ocorre uma circuntância muito interessante. O autor recorre a temas polémicos, que gerem burburinho... mas esses temas têm um problema: esgotam-se. No fim de cada livro deste tipo do JRS, porque ele também escreve livros diferentes, dou por mim a pensar "Já falaste de alterações climáticas, religiões, identidade nacional... que temas fracturantes sobram?"
Os escritores que estão no pacote dos que jamais lerei são:
Paulo Coelho (li vários, enjoei!)
Gabriel Garcia Marquez (depois de Cem Anos de Solidão nunca mais)
Nickolas Sparks (não me dou bem com esse tipo de literatura. Respeito mas não gosto)
Obrigado pela opinião! ;D

Ðriqa disse...

Não querendo repetir o que já foi dito, a verdade é que concordo com a maioria das abordagens. JRS e Dan Brown seguem o mesmo "guião" ao escreverem, especialmente, quando o assunto é a religião.
Gostei de ler "O Código da Vinci" e "Anjos e Demónios", no entanto não fui capaz de ler mais livros do autor. Nessa altura peguei em "Fórmula de Deus" e "O Codex 632" mas não li mais do que 5 páginas.
A "fórmula" deste tipo de escrita, inicialmente, é interessante mas depois acaba por cair na monotonia.
Hoje, decidi ler "A Filha do Capitão" de JRS, tanto quanto sei, distancia-se dos outros livros do autor, por isso vamos lá ver qual será o veredicto final.

Parabéns pelo blog. Boa continuação com excelente trabalho.

Driqa*

Arame Farpado disse...

Driqa,
admito que de facto seguem a mesma linha.
Esse livro que referes penso que é diferente.
Como também disse à Paula, "O Anjo Branco" e "A Vida Num Sopro" também são diferentes da onda Dan Brown.
Obrigado pela vista, ainda bem que gostaste.
Assim, podes voltar. ;D

tonsdeazul disse...

JRS tem livros que fogem ao padrão, como "A Ilha das Trevas", "A Filha do Capitão" e "A Vida num Sopro", que recomendo para escapar ao Tomás Noronha. ;) Só que depois de ter lido seis obras do autor, cansei...
De Paulo Coelho li dois e não voltarei a ler. O mesmo acontece com Nicholas Sparks.
Já não posso concordar com Gabriel García Márquez, ao qual sou apaixonada pelas suas obras! "Cem Anos de Solidão" é uma obra extensa, mas muito boa. Devias ter começado por outras do autor, antes de embarcar nessa. Experimenta "Ninguém escreve ao coronel" (o primeiro que li do autor), "Crónica de uma morte anunciada", "A aventura de Miguel Littín Clandestino no Chile". Estes são bem mais pequenos, mas não retiram em nada a qualidade literária de GGM. E claro depois então recomento "O Amor nos tempos do cólera" e "Cem anos de solidão". ;)

Nuno Chaves disse...

Eu sou um pouco suspeito... como Jornalista acho que JRS deixa muito a desejar, mas o que não quer dizer que não seja um bom contador de estórias, nunca diria como Lobo Antunes que os livros de Jrs são uma merda, de qualquer das formas ainda lhe vou dar o beneficio da dúvida, visto não ser um grande conhecedor do seu trabalho de escritor.
Li codex 632 e nunca o terminei,não gostei achei chato e sempre à volta do mesmo sem grande desenvolvimento (há que encher chouriços em certas partes é verdade, mas em relação a esse livro JRS abusou)
No entanto tenho cá em casa todos os livros dele, visto haverem mais leitores por estas bandas que não eu.
E terei de dar o beneficio da dúvida, tenho ouvido falar muito bem de A vida num Sopro e irei experimentar um destes dias.
Quanto á receita Dan Brown, é parecida, mas Dan Brown é muito melhor do ponto de vista do suspense, para começar optou por curtos capitulos para não enjoar e depois deixa quase sempre os finais de cada um em ponto de rebuçado o que JRS não consegue fazer do pouco que já folheei deste escritor.

Miguel Pestana disse...

Infelizmente ainda não li nenhum do autor, por isso não posso me pronunciar :(

Arame Farpado disse...

Tons de Azul,
mas nem morto! LOL
Há tantos livros e tão pouco tempo. Este que estou a ler do Zafón dá 10-0 ao Marquéz.
Desculpa mas não consigo... O que gostas nesse livro?
O que te atrai? A sério gostava realmente de perceber.
É que para mim é só ver passar gerações atrás de gerações de Buéndias avariados da cabeça... Argh!! ;P

Arame Farpado disse...

Nuno,
concordo com contigo. JRS é melhor a criar suspense nuns livros do que noutros e sempre áquem de Brown.
Falaste de Lobo Antunes... quais os livros dele que me aconselharias, se é que já leste e gostas.
Já estive várias vezes com livros dele nas mãos, leio as sinopses, leio partes do livro a ver se me interessam, acabo sempre por ficar na dúvida e depois escolho outro autor..

Já agora, a pergunta é extensiva aos restantes comentadores e amigos...

Abraço, Nuno.

Arame Farpado disse...

Miguel,
já fico feliz por teres manifestado a tua presença! ;D
Obrigado.

Já leste Lobo Antunes? Depois do Nuno o ter mencionado fiquei curioso...

Nuno Chaves disse...

Lobo antune... O Manuel Cardoso (dos meus Livros) é talvez a melhor pessoa que conheço que deve poder aconselhar sobre o assunto.
Pela minha parte talvez... A morte de Carlos Gardel ou Arquipélago da Insónia.

Arame Farpado disse...

Não quero de forma alguma ser chato.
Mas que achas da sua escrita? Empolga ou é maçuda? A minha dúvida é essa...

tonsdeazul disse...

Arame Farpado pois acredito que se desses uma nova hipótese ao autor, que não te arrependias. Os que recomendo são bem mais leves tanto nas histórias, como no número de páginas. ;)
Do Zafón li "A sombra do vento" e não voltei a ler mais, pois gostei tanto da obra que fiquei com a sensação que o autor já não conseguiria superar as minhas expectativas noutras obras. ;) O certo é que opiniões que tenho lido sobre outras obras dele confirmam essa minha suspeita.
Eu sou suspeita, pois gosto de narrativas, de extensas obras descritivas, daí "Os Maias" estar na lista dos meus livros de eleição. Mas esta obra de GGM reflecte sobre a problemática da identidade existente na América Latina, para além de abordar factos da História da Colômbia. Além disso gosto do seu realismo a puxar para o fantástico! ;)

Arame Farpado disse...

Tons de Azul,
Eça de Quiroz é Deus e "Os Maias" a sua criação mais perfeita. Na minha vida só meia dúzia de livros consegui ler mais do que uma vez. "Os Maias" já li 3 vezes... ;D

"O Jogo do Anjo", do Zafón também é muito bom, e se já passou algum tempo desde que leste "A Sombra do Vento" então vais gostar imenso, quase tanto ou mesmo tanto como o primeiro, não tenho quaiquer dúvidas.

O Marquéz... deixa lá isso. LOL

Ana Cabral disse...

Ora muito bem, não me resta muito a acrescentar ao que escreveste, pois subscrevo completamente. Foi exatamente essa sensação que me acompanhou ao looooongo do "Último Segredo". Não aconteceu aquela empatia imediata de devorar o livro, sem conseguir parar... Foi mais "Vamos lá andar com isto para a frente a ver se melhora". Devo confessar que nas extensas debitações de informação fazi uma leitura, não direi diagonal, mas já um bocadinho inclinada... Depois as personagens, consoante dava jeito ao autor, tornavam-se mais ou menos idiotas... Não sei se me consigo fazer entender. Quando o Tomás tinha uma das suas longas dissertações a inspetora da polícia fazia este papel de idiota. Mais à frente, já era o Tomás a fazer este papel. Não me agradou, de facto, esta inconsistência. Bem ,acho que já demonstrei a minha frustração, frustração essa que provinha de uma elevada expetativa.
Resta-me a satisfação, como sugeres, de um arrebatador, real e indutor de sensações "Anjo Branco e um sulime "Vida num sopro".
Olhando para o pacote que referes... Paulo Coelho (li um e aprendi para nunca mais). GGM (Li as primeiras 4 páginas a caminho do Açores, mas o facto de ter que desenhar uma árvore genealógica para perceber o enredo fez-me desistir). Nickolas Sparks... li uma passagem e enjoei.

Atira mais livros que dentro das minhas limitações literárias comentarei o que por aqui for aparecendo.
Obrigada.
Beijinho

Ana Cabral disse...

Ai Jesus, não é "fazi" mas sim "fiz". Ando aqui a apontar defeitos à escrita do JRS e saio-me com uma destas... Desculpa lá ter manchado o teu blog.
Beijinho

Arame Farpado disse...

Ana,
compreendo perfeitamente o que queres dizer com essa questão da idiotice. Parece-me que está ligado com a tal vontade do JRS querer debitar a informação de uma vez. Torna-se mais fácil quando um personagem vai deitando tudo cá para fora e o outro só faz "Humm humm". Assim não existem divagações nem cortes de raciocínio e despacha-se a coisa num instantinho.
Parece-me cada vez mais que desta vez os personagens do livro atrapalhavam a história do JRS... ;P

Agradeço muito que me tenhas feito uma visitinha e te proponhas voltar.
Ah, por favor, mancha o meu blogue à vontade! É um gosto enorme ter-te cá. Devo aliás dizer que "fazi" me parece extremamente poético, uma pincelada surreal que não devias ter corrigido. ;D

A próxima crítica será ao "Marina", esse livro maravilhoso que me ofereceste!

Bejinho

Ana Cabral disse...

Voltarei sempre que me sentir mais ou menos à altura da tua escrita. Depois do "fazi", não sei se serei capaz. Nunca tive muito jeito para a pintura surrealista, nem qualquer outra. Por isso, manchas só se forem as gotas de água que o teu blog deixa no meu ecrã(ui,isto tembém parecia muito poético, mas não... É mais aquela sensasão de:"Onde é que se liga o pára-brisas?")
Bem, fico a aguardar a opinião sobre o "Marina" para decidir se me arrependo ou não por te ter deixado escolher :) (não, ainda não li o outro nem o que me ofereceste. Sou uma nódoa;))
Beijinho

Arame Farpado disse...

Ana,
parece-me que só saberás se te podes arrepender depois de leres o que te calhou em sorte. Mas conheces aquele ditado "Quem parte e reparte e não fica com a melhor parte...". Até o Zafón teria escolhido o Marina. ;)
Atenção que isto é só para dizer o quanto estou grato pelo maravilhoso, soberbo, delicioso e fantástico livro que me ofereceste e com a escolha que "fazi"! ;P
O link que te mandei era só para esta página... mas o blogue tem mais posts, não sei se viste...
De qualquer modo, não sei o que queres dizer com estar à altura da minha escrita... Deve ser Arial 14. Não me parece nada de extraordinário.
Um beijinho.