terça-feira, 17 de janeiro de 2012

O preço da Língua



Depois de fazer algumas visitas a digníssimos titulares de admiráveis blogues, sendo que alguns deles ainda por cima me honraram, e muito, com uma visita a este tão jovem e modesto espaço, tendo-se a Paula e o Nuno dado ao trabalho de me mencionar, e depois de procurar alguns títulos nas Wooks, Almedinas e afins, deparei-me com uma circunstância que não posso deixar de partilhar convosco, ainda para mais quando vocês já são tantos, o que me deixa extremamente surpreendido e com vontade de a todos dar um sentido abraço.

Há uns anitos, após algumas más experiências com a leitura de alguns livros, tomei a decisão de evitar ao máximo, dentro das minhas capacidades, evitar comprar livros traduzidos.
Foi curioso porque numa determinada altura só me saíam em sorte obras que estando traduzidas de outras línguas para o nosso português eram perfeitamente identificáveis, até para mim que tenho zero conhecimentos de técnicas de tradução, quais as palavras originais e qual a decisão do tradutor, tão à letra tinha feito ele o seu trabalho, que se tornava, para mim, impossível gostar dos livros.
E como custa admitir que não se consegue ler um livro, não é? Ainda para mais quando se criam expectativas altas e depois, nada.

Assim sendo decidi que só leria livros escritos em português ou inglês.
É evidente que depois da anunciada intenção continuei a comprar e ler os livros como até então porque estas coisas são muito bonitas ditas mas na hora de verdade eu olhava para os livros, eles retribuíam o olhar com o seu corpo atraente e já se imagina o resto... lá trazia eu outra vez o saco cheio.

Apesar do já relatado, e antes que fiquem fartinhos de me ler, estou a considerar começar a comprar livros estrangeiros em inglês em detrimento das versões traduzidas para português.
Porquê, perguntam vocês?

Por causa do preço.
Para além de os títulos serem editados primeiro, o que é normal e compreensível, são, em alguns casos, extremamente mais baratos, o que, para mim, não tem lógica nenhuma!
Percebo que eventualmente tenham de ser um pouco mais caros... mas quase o dobro?

E já agora, porque é que os títulos de jovens escritores portugueses são tão caros?
Não me parece que seja o melhor dos incentivos nem para autores nem para leitores.

Quais as vossas considerações?
Digam lá de vossa justiça.

Boas leituras, sejam em que língua forem! :)

32 comentários:

Paula disse...

Já me custou mais admitir que não gostei de um livro ou que não terminei. Agora deixo qualquer livro que ao fim de 100 páginas não me tenha cativado! E sem problema nenhum e assim é que tem de ser, na minha opinião claro. Afinal há tantos livros e tão pouco tempo :)
Em relação ao preço dos livros, os nossos livros são caríssimos em relação aos estrangeiros e às vezes os nossos são mais que o dobro! Não sei o porquê. Felizmente há colecções de bolso como a da Biis e Europa América com bons livros e a preços interessantes.
Infelizmente ler com livros próprios em Portugal sai muito caro! Claro que há alternativas, como as bibliotecas, o problema é que nem sempre têm aquilo que queremos. Também podemos pedir emprestado, mas é a velha questão ... "será que devolvem?" Eu cá só empresto a um grupo muito restrito...
Em relação a livros traduzidos, tenho tido cuidado em procurar boas traduções ou então procuro opiniões na net sobre determinado livro e editora...
:)
Abraço

Nuno Chaves disse...

Subscrevo aquilo que a Paula disse, embora nunca me tenha custado a admitir que um livro é mau, embora isso seja mesmo muito relativo porque o que para mim pode ser mau não tem que o ser para outro leitor, de qualquer das formas deixo sempre bem explícito que é a minha opinião pessoal que já tem sido bastante criticada por algumas pessoas que me acusam de não saber apreciar "boa literatura" Hellas.
Em relação aos preços tenho de admitir que os livros em Portugal são de facto caros, e depois as desculpas dos custos de tradução e direitos de autor e tal que não convencem ninguém, hoje em dia temos acesso a variadíssimos sites de livros onde podemos comparar preços e também eles tem direitos de autor e de tradução a pagar.
Dou-vos o exemplo do país aqui ao lado (Espanha) onde a verdadeira diferença é bem visível. Agora as más traduções existem um pouco por todo o lado mas dar tanto dinheiro por uma coisa mal feita...
Em relação aos mais jovens e também menos jovens autores lusitanos que nos custam os olhos da cara, não percebo, gostaria de mencionar um livro de Miguel Sousa Tavares que andei bastante tempo à espera para o ler, falo de Rio das Flores, por muito bom que seja um livro ou o seu autor, não posso admitir que o preço inicial de venda fosse de 32 euros, mas o mais grave é que 8 anos depois, esse mesmo livro ainda custe entre 26 a 29 euros, depois ouve-se dizer que a malta não lê... é normal.
por acaso comprei o referido livro: 5 euros na feira de usados o ano passado (impec)

Carla M. Soares disse...

Já há muito tempo que tomei a decisão de ler os originais em inglês, em vez da tradução, sobretudo desde que dei com os preços reduzidíssimos da amazon. Durante muuiittoo tempo foi assim que fiz e só recentemente, por me ter cansado de ler sempre em inglês (quando afinal até escrevo em portugês) é que decidi voltar a comprar livros traduzidos, um ou outro, até porque realmente são caros. E sim, é muito irritante, para quem lida diariamente com o inglês, ler uma tradução e perceber logo de onde vem certa expressão, qundo há uma melhor em português.
Não sei bem como funciona com os novos autores, sendo que os já firmados e conceituados são caros, mas menos que as traduções. Pressinto que vou descobrir em breve... :P

Alice disse...

Eu gostava sinceramente que o meu inglês não fosse tão selvagem que me permitisse ler um livrinho de fio a pavio sem ter que andar com o didcionário atrás ou sem ficar com dúvidas, nomeadamente quando são usadas expressões idiomáticas. Infelizmente... o meu inglês apesra de ter melhorado substancialmente nos últimos anos, continua bastante selvagem. Lá tenho que ler o que encontro traduzido. O que me chateia é que as más traduções são muitas vezes evidentes e até eu reparo. Se calhar, o problema até se resolvia se a pressa das editoras em começar a vender aquele título em determina da dat não fosse tanta. Sim, porque não são raras as vezes em que os prazos dos tradutores são para lá de curtos e eles são pessoas como as outras. O que me dá solenemente cabo da paciência são as falhas nas revisões. Isso sim... comprar um livro de um autor que adoramos e vir sem um capítulo?! haver palavras mal escritas ou trocadas de tal maneira que parece que foram escritas através da "escrita inteligente" do telemóvel e que ninguém se deu ao trabalho de ver se estava tudo ok?!? Dá cabo dos nervos.
Remédio? leitores franceses tento ler em francês, o mesmo acontece com espanhois. Já as traduções... tenho que me sujeitar ao que há ou procurar o que os nuestros hermanos têm porque, não raro, há títulos que aqui não são editados ou que são editados muito antes lá.
Quanto aos preços, em Espanha costumo encontrar algumas pechinchas mas não sempre nem em todos os lados (às vezes até estão mais caros por causa da capa dura e etc). Em livros em português tento esperar por promoções ou pela oportunidade de ir a algum lado onde haja uma feirinha com livros em conta porque, definitivamente, o preço dos livros em Portugal está muito longe de ser apelativo.

Arame Farpado disse...

Paula,
tens razão quanto à lógica de abandonar um livro mas apesar de concordar contigo, na práctica acabo por sentir muita dificuldade em fazê-lo. Apresentaste, no entanto, um argumento vital:
"Afinal há tantos livros e tão pouco tempo"
Como tens razão. Pensando desse modo até para mim será mais fácil para um livro que não me apaixona.
Quanto aos empréstimos... tenho que te confessar uma coisa: não consigo. É como se eu criasse uma ligação física com o livro, sobretudo depois de o ter já lido, que emprestá-lo significaria estar a entregar uma parte de mim mesmo. Como se através das palavras que eu li alguém detectasse vestígios de mim e conseguisse ler-me a mim enquanto lê o livro. È uma sensação muito estranha e acho que não consigo explicá-la muito bem..
Abraço. ;)

Arame Farpado disse...

Nuno,
encontraste uma pechincha! Quando li esse livro, diga-se de passagem que gostei bastante, comprei-o por 25 euros, o que achei caríssimo. Mas lá está... tinha de o ter.
Concordo em absoluto contigo quanto à questão da qualidade da chamada literatura. Para mim um bom livro é aquele do qual o leitor retira prazer. Pode fazê-lo aprendendo alguma coisa ou não. Gostar ou não de um livro não retira qualquer mérito nem à obra nem ao leitor. Cem anos de solidão do García Marquez foi provavelmente o único livro que odiei. Mesmo! Fiquei desiludido e nunca mais consegui sequer pensar em comprar qualquer outro livro do mesmo autor. No entanto esse livro específico pertence às obras de eleição de muito boa gente. Estão eles certos e eu errado? Quem o determina?
Abraço!

Arame Farpado disse...

Carla, compreendo perfeitamente o que dizes. Agora imagina quem, como eu, não trabalha diariamente com o Inglês e mesmo assim consegue identificar problemas na tradução... é muito frustante.
Mas existem sempre os seus opostos, que são maravilhosos. A senhora que traduz os livros do Murakami, penso que se trata de Maria João Lourenço, faz um trabalho absolutamente soberbo. VOcabulário rico e diversificado e sempre com a preocupação de colocar as notas de tradutor que nos seu caso permitem não só melhor compreender o sentido da escrita do autor como ainda que aprendamos imenso da cultura japonesa.
Quanto à tua obra, como já te disse, desejo a maior das felicidades e o maior dos sucessos. Que tenha um preço justo para os leitores e, evidentemente, para ti. :D
Cumps.

Arame Farpado disse...

Alice,
quem me dera que o meu francês fosse tão selvagem como o teu inglês e não apenas o fóssil empedernido que é!! ;P
Tocaste num ponto fundamental que me passou ao lado, embora me irrite de sobremaneira.. os erros de revisão.
Dão-me cabo do juízo. Penso sempre, "que raios, ninguém lê isto antes de publicar?!" Aliando isto ao facto de os livros em portugal serem ao preço do ouro parece-me justo que exijamos que tratem o objecto que vendem pelo menos com o mesmo cuidado e interesse de quem o vai comprar e ler.
Obrigado.
Cumps.

Nuno Chaves disse...

Olá Carla Tomei a liberdade de lhe responder por aqui (pois sei que o Arame Farpado não se vai importar) já visitei o seu espaço, mas como infelizmente as caixas de mensagem no seu blogue não permitem comentários de outras plataformas que não o blogger, não pude deixar comentários. Quando puder terá de alterar isso, para outros bloggers que não os do google poderem comentar como por ex. nós da wordpress.
Resumindo gostei bastante do espaço, pena tive de não poder comentar. ah! já agora Quando Lisboa tremeu é uma boa opção de leitura.

tonsdeazul disse...

Sim os livros traduzidos são caros e os de autores portugueses mais caros são, mas compro-os sempre traduzidos. Más traduções existem é bem verdade, mas no momento da compra sou sempre muito atenta. Não é só a capa que importa ou a sinopse, a editora e o nome do tradutor também são pontos que considero.
Já os livros na língua original só os compro quando encontro algum título que gosto, enquanto ando em viagem.
Agora tenho evitado as compras e optado mais pela biblioteca pública e a diminuição da pilha de livros não lidos em casa. ;)

Arame Farpado disse...

Importo-me lá eu! LOL
Está à vontade, sempre.
Já vi que tenho algo para te agradecer no teu blogue...
Quando terminar aqui passarei lá.
Mas vou já agradecendo...

Arame Farpado disse...

Azul,
quando escolho um livro racionalmente (como já disse às vezes é por impulso) tenho que ler algumas páginas ou um capítulo antes de tomar a decisão. Por vezes obras com histórias interessantes e até bem escritas mas que a forma da escrita não me cative ficam para trás.
Não sou grande frequentador de bibliotecas. Não porque tenha o que quer que seja contra, note-se, mas por causa da minha "pancada" em ter de possuir os livros que leio. Já me aconteceu, naturalmente, ler um livro que não era meu... sabes o que aconteceu?
Tive que ir comprar um para mim...;P
Também tenho vários livros "em caixa" para ler. Vamos aliar isso com a crise para ver se escapamos incólumes! :)

Sara disse...

Quando se compra um livro paga-se tudo: tradução, revisão (quando há) e demais intermediários, a capa e mais as tralhas que por vezes acompanham os livros (laçorotes, canetas, caixas...), mesmo assim não compreendo a diferença aliás não compreendo porque são tão caros os livros em Portugal, a sério trinta por um livro é um autentico abuso.
A solução é arranjar alternativas, eu por acaso requesito com frequencia livros na biblioteca da faculdade, também costumo comprar usados...sou certinha só tenho 17 livros por ler, mas quando os adquiro nunca mais me consigo separar deles...não consigo trocar :(

Arame Farpado disse...

E esse livro é bom... :)

Arame Farpado disse...

Sara,
partilho contigo esse sentimento de ligação aos livros. Nem trocar, nem emprestar! Quanto ao preço dos livros portugueses parece-me mesmo exagerado, mesmo pagando até o tipo e o tamanho da letra! :) E a questão é que por vezes de facto não há por onde justificar tais preços.
De facto temos de nos desenrascar a encontrar livros mas, no meu caso, tenho mesmo de comprar...
Obrigado! :P

Ana C. Nunes disse...

Eu já há mais de um ano que faço isso mesmo na maioria dos casos. Cada vez compro mais livros em inglês, não só por serem muito mais baratos mas também porque já li muito más traduções (que, felizmente são a excepção e não a regra).
Sem dúvida que os livros em Portugal são caríssimos, mesmo que as editoras digam que não tem comparação por causa das tiragens, a verdade é que os preços são abusivos, digam o que disserem. E em tempo de crise ainda menos apetece comprar em português (agora quase só compro autores portugueses ou livros em promoção).

Sara disse...

Pois é, mesmo pagando isso continua a ser caro...é o eu digo ler em Portugal é um hábito de luxo, ainda por cima para quem não domina o inglês nem dos originais se pode valer. Mesmo dos livros que n gostei tanto n me consigo separar..lol...emprestar ainda vá lá, mas só a pessoas de confiança.

cumps

Arame Farpado disse...

Ana,
focaste um argumento que se utiliza para justificar o preço dos livros que não me convence com essa questão das tiragens. Quando te estava a ler ocorreu-me o caso do livro que estou a ler do J.Rodrigues dos Santos. O livro custa €20.80, já vai na 9ª edição. Para mim este preço tem a ver apenas com questões de quererem ganhar dinheiro à força toda, pois não só tem boas vendas como já se esperava à partida que tal viria a acontecer.
E recordo-me também de alguns casos de livros traduzidas com tiragens grandes que são caríssimos.
Mas enfim... é a nossa paixão e temos que lutar por ela! ;)
Nos sites como a Wook e afins encontram-se livros óptimos a preços muito reduzidos. Tens até a vantagem de fazer pesquisas pelo preço em vez de título ou autor.
Volta sempre! ;P

Paula disse...

Penso que o preço também depende do autor :P Temos o exemplo do Miguel Sousa Tavares que este natal editou um livro de cozinha. Ora o livro não valia nada a nível de design, qualidade da capa, no entanto, porque era o MST o livro custava 24,00 acho. Penso que o "tiro saiu-lhe pela culatra" como se diz por aqui, pois ouvi imensas críticas negativas em relação ao livro das diversas vezes que fui à livraria! Ficou bem claro que era um truque para vender/ganhar dinheiro!
José Rodrigo dos Santos, vende bem, é venda garantida, logo pode custar caro porque, como já disse vai vender na mesma!

Arame Farpado disse...

Paula,
perfeitamente de acordo com o que escreveste (Nada de acordo que assim procedam!) :D

Anónimo disse...

Ola!!
Convidaram-me para visitar seu blog!!!
Ainda bem!!!
Pois, seu espaço é lindo e vc escreve bem!!!
Parabéns!!!
Quanto aos livros de jovens portugueses, concordo com vc...
Para mim uma frustração total, tenho pra mais de 100 livros de autores portugueses que desejo ler e ainda não li nenhum, sem condições...
Abç
Orquidea

Anónimo disse...

Ah, esqueci de comentar...
os livros traduzidos são uma dor de cabeça pra mim...
Agora mesmo estou na minha fase dostô, autores russos então, vc sabe como é complicado...
Então, primeiro tenho de fazer uma pesquisa demorada sobre os caras,(tradutores)pra depois pesquisar mais e ver preço. O processo todo leva um tempão.
Ai sim, ontem consegui três livros dele, sabendo que para lê-lo só na editora 34. Os outros traduzidos do francês ate parte faltava, além da leitura de dostô ser uma leitura dura. Os tradutores amenizaram muito ficou horrível!!!
Adquiri, ontem depois de pesquisar muito:O Idiota, O Jogador e Mensagem do subterrâneo.
Abç
Orquidea

Arame Farpado disse...

Orquídea,
fico feliz por vc se ter dado ao trabalho de me visitar mas fico ainda mais por vc ter gostado.
Quando compro livros racionalmente ainda vou pensando em todos esses aspetos que vc fala, embora não investigue o tradutor. Se calhar deveria! :)

Um dos meus objectivos é ler Dostoievsky, embora ainda não o tenha feito. Com a sua lembrança irei tratar disso. ;)
Obrigado.
Volta sempre.
Abç pra vc.

Anónimo disse...

Valeu arame!!!
No entanto, na realidade não é sempre que pesquiso não...
Mas, Dosto da tradução antiga de José Olimpo, por exemplo, era feita a partir da tradução francesa. Soube que os tradutores franceses da época não eram nada respeitosos, que açucaravam expressões e até criavam algumas frases facilitadoras. Ou seja, eles adaptavam Dostô. Dostô não é nada romântico, nada. É um escritor bem mais duro que certas traduções colocam... Por isso, apesar de mais caro optei por essa editora. Ja basta Os irmãos Karama... que li da Martin Claire.
abç
Orquidea

Arame Farpado disse...

Orquídea,
é muito bom que vc me tenha dito isso antes de eu começar lendo Dosto. Assim poderei encontrar os livros que estejam mais perto do original.
A alternativa seria aprender russo... LOL
Abc ;)

milureis disse...

Gostaria muito de poder livros pelo menos em Inglês,uma das razões é que há livros que não foram editados em Português,mas só sei Português e mal:(

Arame Farpado disse...

Milu
quem sabe se um dia não poderá tirar algum curso e aprender o inglês?
Mas mesmo que não aconteça, existem tantos, tantos livros em Português para ler que nunca os esgotará todos! ;P

Anónimo disse...

Ta brincando né...
Nessa altura, não aprendo mais nada. rsrsrs
Tem que ser tradução do russo direto ok!!
Boas leituras...
Orquidea

Arame Farpado disse...

Orquídea,
é claro que tou brincando, ;)

milureis disse...

Acerca do curso dúvido que o venha a tirar,mas como bem dizes,tenho muitos livros para ler em português,haja dinheiro;)

Carla M. Soares disse...

É verdade. Ainda ontem comentava com a minha filha que um nome conhecido (em especial da TV) vende tudo, mesmo um livro feito à pressa e claramente só com o intuíto de fazer dinheiro, enquanto os desconhecidos (cujos livros são decerto mais baratos), têm tanta dificuldade, desde a aceitação do livro por uma editora, até à sua penetração no mercado, mesmo que o livro seja bom... efeitos da publicidade automática da "caixinha màgica" e/ou revistas cor-de-rosa.

Arame Farpado disse...

Carla,
é bem verdade o que referes. Por alguma coisa os livros desses senhores saem em Outubro, perto do Natal mas suficientemente cedo para serem vistos, falados e comprados para oferecer...
;)