quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

O Amante da Minha Mãe, Urs Widmer


Sinopse:

A história dos acontecimentos europeus mais relevantes do século passado: os loucos anos vinte, o totalitarismo, a guerra e, em lugar destacado, a música contemporânea. A perturbante calma de um amor que pode finalmente ser contado à distância.


Opinião:

A sinopse e as opiniões da imprensa não fazem justiça a esta obra. Parece-me, aliás, que não leram o mesmo livro que eu.
"O Amante da Minha Mãe" relata a história da mãe do narrador e do homem por quem esta viveu apaixonada toda a vida, um maestro que nasceu do nada. Conta-nos ainda, sucintamente, para tentar enquadrar a senhora e a sua forma de ser, a história da mãe da mãe do narrador, do pai da mãe do narrador, do pai do pai da mãe do narrador e, como não podia deixar de ser, do pai do pai do pai da mãe do narrador.
O pai do pai do pai da mãe era um preto foragido que fez o amor e morreu nessa noite. O pai do pai da mãe era castanho e mau como tudo. O pai da mãe era cor de cobre claro e era mau como o pai. A mãe parecia filha do sol e era uma sofredora.

Antes que pensem que me encontro ébrio enquanto vos dirijo estas palavras gostaria de dizer que, em minha defesa e na procura pelo estabelecimento da verdade, o Urs Widmer, neste seu "maravilhoso livro" escreve precisamente do modo que acima se pode ler...

Quando dei por mim estava a ler o livro de duas em duas páginas, tão chato o achei. Cheguei ao fim perdendo metade da história mas pensando que o único real desperdício foi o tempo despendido para a metade que li.

Existem momentos de escrita interessante que não posso deixar e referir mas é uma obra que não me apaixonou.

7 valores em 20, e apenas por causa dos momentos bons.

Um longo bocejo para um curto livro.

Até já...




7 comentários:

Paula disse...

Humm, acredito que a certa altura tornou-se um desafio ler esta obra :)
Deve haver alguma intenção do autor por detrás desta escrita :)
Então já estás a ler o "dragão" :)

André Nuno disse...

Paula,
acredito que haja alguma intenção do autor. Também acredito que, eventualmente não tenha sido brilhantemente traduzido.
Acredito ainda que tinha pressa em acabar porque queria ler o dragão... ;)
Terá sido um conjunto de factores desfavoráveis ao senhor Urs.
Já estou de novo em Allagaësia. ;P

Nuno Chaves disse...

E Espero que estejas a gostar nesta altura já deves conhecer o "nosso" amigo Glaeder o dragão Dourado e o seu cavaleiro Oromis? Naquele que para mim foi o mais enfadonho da saga.

André Nuno disse...

Nuno, já os conhecia do "Eldest". Desta vez foi o re-encontro, quando Eragon soube a sua verdadeira História e forjou a sua própria espada Brisingr com o aço brilhante "arrancado" à árvore da vida. Por acaso essa parte não me pareceu monótona. De qualquer forma estou a pouco mais de 50 pág de terminar o livro. Devo acabá-lo hoje. Achei o segundo, Eldest, mais parado. Contava muito da viagem interior e exterior de Roran e isso deixava-me impaciente...
Está a ser optimo. Tenho de encomendar "A Herança" rapidamente e ver como tudo isto acaba...
Abraço!

Paula disse...

Eu até gostava de nutrir algum gosto por literatura fantástica... mas... nop... até agora nada me seduziu :P Talvez não tenha ainda lido o livro certo!

Paula disse...

Apenas um adorei (agora lembro-me) o de Susanna Clarke "Jonathan Strange e o Senhor Norrell" esse sim ADOREI!

André Nuno disse...

Paula,
penso que será uma questão de "tropeçares" no livro certo. Foi o que aconteceu comigo.
Com excepção desta saga do Paolini e de uma outra de Deborah Harkness que só li o primeiro volume (ainda não saíram os seguintes) o meu interesse pelo fantástico é nulo. Nunca apreciei. Com estes dois autores, no entanto, nada parece forçado, acabei por cair na história deixando-me arrebatar por ela e só desejo saber a conclusão.
Mas apesar de adorar este dois autores, a não ser que tropece em mais algum de forma igualmente fortuita, não tenciono por iniciativa própria procurar mais nada do fantástico...

Abraço!