terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Brisingr, Christopher Paolini



Sinopse:

Juramentos prestados. . . Lealdades testadas. . . Forças em colisão. 

Na sequência da batalha colossal nas Planícies Flamejantes contra os guerreiros do Império, Eragon e o seu Dragão, Saphira, escapam com dificuldade. 

No entanto, o Cavaleiro e o Dragão ainda terão de se deparar com inúmeros desafios… 

Eragon vê-se enredado numa série de promessas que poderá não conseguir cumprir. O juramento ao seu primo, Roran, no sentido de o ajudar a resgatar a sua amada Katrina das garras de Galbatorix. 

Todavia, Eragon deve lealdade a outros também. Os Varden precisam desesperadamente dos seus talentos e da sua força, tal como os Elfos e os Anões. E, logo que a inquietação assalta os rebeldes e o perigo espreita em cada esquina, Eragon terá de fazer escolhas que o levarão a atravessar o Império, viajando muito além. Escolhas que o poderão submeter a sacrifícios inimagináveis… 

Eragon é a grande esperança para libertar o reino da tirania. 

Conseguirá este rapaz, outrora um simples camponês, unir as forças rebeldes e assim derrotar o rei?



Opinião:


Brisingr é o terceiro livro da saga Herança de Christopher Paolini, autor norte-americano que escreveu a primeira obra aos quinze anos.

Enquanto os dois primeiros volumes são mais orientados no sentido do desenvolvimento da acção, em Brisingr, Paolini preocupa-se mais com adensar e desenvolver as suas personagens, fazendo o leitor sentir-se cada vez mais próximo destas. Não se trata de um livro aborrecido, longe disso. Continuamos a assistir a batalhas, magia, aventura, raiva, etc. mas ao longo das 800 pág. desta obra vamos entrando fundo no interior de Eragon e seus companheiros na preparação do que, na minha opinião, será a grande apoteose, a grande conclusão e o melhor dos livros de Paolini: A Herança.

Neste livro, para mim o melhor dos três que já li do autor, encontramos um Paolini mais maduro, com a natural influência que isso imprime na sua escrita.

Inicialmente o objectivo do autor foi escrever uma trilogia mas, como ele mesmo nos diz no final do livro, a necessidade de relatar a vida das personagens envolvidas na trama forçou o autor alargar-se, a demorar-se, a mudar de ideias, escrever mais um volume e não truncar nada do que tinha imaginado para a sua obra.
Agradeço-lhe por isso.

Não posso ser descritivo em relação a nenhuma  parte desta história porque facilmente poderia estar a divulgar informação que prejudicaria quem, mesmo conhecendo a aventura e até já tendo lido algum dos dois anteriores volumes, não leu Brisingr. O mais pequeno pormenor poderia revelar muito.

Direi então que se trata de uma história fantástica, rica e emocionante, nada fortuita, em que dragões, anões, elfos, humanos, espectros, homens-gato e muitas mais criaturas fantásticas interagem numa antiga e deliciosa conquista.

16 valores em 20.

Boas leituras para todos. ;)

10 comentários:

Carla M. Soares disse...

Será desta que me decido?

André Nuno disse...

Carla,
não sei... ;) Será?

Paula disse...

humm, não me convence por enquanto :P

André Nuno disse...

Paula,
acredito que não... Cada um com as suas preferências. ;)
Eu gosto muito! :D
Obrigado.

Nuno Chaves disse...

Gostei bastante desta tua opinião, embora já tenha lido Brisingr em 2007 e notei um amadurecimento muito grande por parte do autor neste último Herança muito diferente mesmo (para melhor) é sem dúvida o melhor da saga.
Para quem esperou 4 anos valeu a pena.

André Nuno disse...

Nuno,
obrigado pelo comentário.
Dada a evolução na qualidade de escrita do autor não tenho qualquer dúvida que "Herança" será o melhor dos seu livros.
Ai o que eu me questiono para quem eclodirá esse dragão (que imagino "dragona") verde!
Arya? Roran? Elsa? Outro?

Já encomendei as respostas...;)
Abraço.

Nuno Chaves disse...

Hum... penso que não vais querer que te diga! mas Roran??? embora seja um personagem simpático é um bocadinho matacão para ser cavaleiro do Dragão não?
Mas é verdade o proximo Dragão é verde! tenho pena que também não tenham feito uma capa com o dragão negro Sruikan o dragão do rei.
No entanto vais ter uma surpresa quanto aos dragões e mais não digo LOL

André Nuno disse...

Nuno,
de facto prefiro que não me digas mais nada.
Embora matacão, Roran é íntegro. Seria irónico e divertido ter um dragão feroz e bruto como Roran a despertar para ele!
Enfim, estou ansioso que esse bendito livro chegue para me atirar a ele com unhas e dentes...

Leitora disse...

Olá André,
Tenho os três primeiros volumes da saga aqui em casa mas tenho que dar tempo para que a minha mão se desloque para eles;)

André Nuno disse...

Leitora,
também demorei algum tempo até ser o momento de os ler mas quando o momento chegou simplesmente não conseguia parar... ;)